segunda-feira, agosto 23, 2010

"E assim sou, fútil e sensível,capaz de impulsos violentos e absorventes,maus e bons, nobres e vis,mas nunca de um sentimento que subsista,nunca de uma emoção que continue,e entre para a substância da alma.Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa:uma impaciência da alma consigo mesma,como com uma criança inoportuna;um desassossego sempre crescente e sempre igual.Tudo me interessa e nada me prende."


P.

quarta-feira, julho 28, 2010

Algumas amizades são como qualqer ambição na vida. Quanta mais dedicação se lhes dá, mais pontapés te retribuem. 

quinta-feira, maio 27, 2010

Embora doa

Gostava de ter coragem para um dia, me aproximar de ti e te pedir desculpa.
Fosse aproximar de ti, fosse a meio de um dos nossos momentos, fosse mesmo no meio de uma das nossas conversas, vindo assim, descabido e descontextualizado.

Desculpar-me por tudo aquilo que te fiz; o aglomerado de situações que tiveste de ultrapassar por minha própria culpa (nem que seja culpa de existência); as consequências que sofreste, quer fossem voluntária ou involuntariamente.
O conjunto de situações e sentimentos que eram extremamente horríveis, embora se encontrassem cobertos de beleza simulada, foram pura causa minha.

Sinto-me suja, impura e incapaz.

Não há justiça em te ter ao meu lado, em queres ficar ao pé de mim, fazendo de mim feliz quando eu fiz de ti o contrário durante tanto tempo.


"É a dúvida que resta, que me leva a perguntar..."

quinta-feira, maio 20, 2010

"Os Homens são fáceis de afastar. Basta não nos aproximarmos."

Fernando Pessoa

terça-feira, maio 18, 2010

Hold on. Just 2 seconds.

Estou hoje lúcida e perplexa perante a realidade com que me deparo; com a realidade que encontro em mim de ciências exactas que sempre me enfrentaram indirecta e directamente.
Consigo ainda ficar estupefacta com as verdades das que me apercebo nos factos, nas linhas e nas entrelinhas e nos pontos.
Sobretudo, espanta-me a minha inocência, o meu estado de latência que me portou para extremos de extremos em que o acreditar era tão praticável como a inexistência do possível.

"O apetite humano é a causa de todos os problemas."

Da minha parte, era superior a insaciável, era o extremo do imprescindível.
Relação causa-efeito... "Down in a hole".

Para sorte própria, era; aliás, foi.

sábado, maio 15, 2010

Realise

Eu espero que um dia te apercebas de que o que tu fizeste comigo, não se faz com ninguém a quem dizemos e damos o que deste e disseste.

terça-feira, abril 27, 2010

"Incognosciência"

"Todo o crime é vulgar, exactamente como a vulgaridade é um crime. "
Oscar Wilde

terça-feira, abril 20, 2010

Can you feel my heart?

Sei que não dormia por dores insuportáveis no estômago como sei que não podia olhar para ele sem me desmanchar em lágrimas, sem o meu bater do coração me doer como se marcasse os segundos, bem marcados, só para eu ter consciência do tempo que já tinha passado desde que o perdi.

domingo, março 28, 2010

Avesso

"Somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. Tu proteges-me, acalmas-me, ouves-me e ajudas-me a parar. Eu puxo por ti, sacudo-te e ajudo-te a avançar. Como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te vires e me abraces, e tu sempre à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz."

Maragarida R. Pinto

domingo, fevereiro 07, 2010

Reflection


Quero ser meticulosa, atenciosa, curiosa, engenhosa.
Quero ter habilidades, dons e/ou dotes extraordinários.
Quero ser mais que um organismo biótico, que desperdiça a sua vida em tão pouco.
Quero ter personalidade e ao mesmo tempo que gostem de mim sem que tenha de me esforçar por isso.
Aspiro em deixar de ser complicada, stressada e precipitada.
Tenciono melhorar-me em todos os aspectos sem excepção de algum.
Procuro ser e sentir-me feliz comigo própria sem que chore o que mais odeio em mim.
Gostava de alguém que me entendesse melhor, o que eu o faço e o que sou, e que, sobretudo, me ajudasse a sair do buraco, onde sempre estive, e vir cá cima, para ver a luz a entrar por todos os lados, nem que uma vez que seja.

Quero nascer, outra vez, e viver do zero, uma única vez.

domingo, janeiro 24, 2010

Banco

Saí de casa a fim de respirar o ar, sem preocupações que fosse puro. Saí com os olhos vendados.
Cheguei ao café, sentei-me, e olhei para o lado. No meu ângulo de visão fui capaz de detectar a presença de um senhor de barbas grandes, cabelos escuros como carvão, assim como os olhos tortos que tinha. Não era a primeira vez que o via. Aliás..., julgo que já o sabia descrever de forma bastante detalhada. Casacos grandes e pesados, calças largas. A sua estatura é baixa e fina, bastante fina.
Costuma beber cerveja e fumar cigarros de variadas marcas. Também é habitual que se sente sozinho ou assim permaneça de pé, junto ao balcão.
Ontem, estava sentado. Tinha um maço de tabaco em cima da mesa, no entanto retirou do bolso um Marlbollo e começou a fumar, novamente. O seu estado físico é lastimável. É notória a falta de cuidado que em si tem. E o seu estado, ontem, era ainda mais penoso. Rodava o cigarro em torno do cinzeiro, sempre com o olhar baixo e raramente olhava para cima, trás ou um dos lados.
É perceptível a sua solidão. A falta de algo/alguém que o motive e o puxe, continue a dar sentido a uma vida com mais de cinquenta anos.
As pessoas fugiam-lhe com os olhares. Por vezes troçavam.
Todo aquele cenário era melancólico e penoso. Mais penosa e irritada me sentia eu de mim, por sentir pena pelo velho homem, que tão Homem é como eu.
Erro meu, compaixão minha, solidão do homem. Tristeza de mundo que nos deixa sós.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

My TOOL

Não me arrependo do que sou hoje como resutado da desgraça que fui antes.
Arrependo-me do que não sou hoje, por não ter corrigido erros (in)significantes.