domingo, janeiro 24, 2010

Banco

Saí de casa a fim de respirar o ar, sem preocupações que fosse puro. Saí com os olhos vendados.
Cheguei ao café, sentei-me, e olhei para o lado. No meu ângulo de visão fui capaz de detectar a presença de um senhor de barbas grandes, cabelos escuros como carvão, assim como os olhos tortos que tinha. Não era a primeira vez que o via. Aliás..., julgo que já o sabia descrever de forma bastante detalhada. Casacos grandes e pesados, calças largas. A sua estatura é baixa e fina, bastante fina.
Costuma beber cerveja e fumar cigarros de variadas marcas. Também é habitual que se sente sozinho ou assim permaneça de pé, junto ao balcão.
Ontem, estava sentado. Tinha um maço de tabaco em cima da mesa, no entanto retirou do bolso um Marlbollo e começou a fumar, novamente. O seu estado físico é lastimável. É notória a falta de cuidado que em si tem. E o seu estado, ontem, era ainda mais penoso. Rodava o cigarro em torno do cinzeiro, sempre com o olhar baixo e raramente olhava para cima, trás ou um dos lados.
É perceptível a sua solidão. A falta de algo/alguém que o motive e o puxe, continue a dar sentido a uma vida com mais de cinquenta anos.
As pessoas fugiam-lhe com os olhares. Por vezes troçavam.
Todo aquele cenário era melancólico e penoso. Mais penosa e irritada me sentia eu de mim, por sentir pena pelo velho homem, que tão Homem é como eu.
Erro meu, compaixão minha, solidão do homem. Tristeza de mundo que nos deixa sós.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

My TOOL

Não me arrependo do que sou hoje como resutado da desgraça que fui antes.
Arrependo-me do que não sou hoje, por não ter corrigido erros (in)significantes.