sábado, outubro 31, 2009

0,01 % do dia

Comecei-me a habituar a isto. Já não acho estranho as saudades, as lágrimas.

Viciei-me numa espécie de "dor".

sexta-feira, outubro 30, 2009

hey!


Começo por aqui ..., depois digo-te o resto.

domingo, outubro 25, 2009

Olha! O caos!

Olho para isto e dá-me pena. Tenho vergonha das pessoas que vejo na rua. Sim, vergonha. São fúteis, convencidas, cegas. Olham para isto e vêm no mundo o seu sonho cor-de-rosa. O(a) namorado(a) prefeito(a); a liberdade que tanto desejaram; a beleza que tanto queriam. Mas mal sabem eles que as pessoas são tudo menos perfeitas; mal sabem eles que neste mundo, deste modo, coisa que não há é liberdade; nem eles imaginam que a beleza está no simples e não no complexo e variado.

Falam da música que ouvem, da roupa que vestem, dos livros que leram, quando nem sequer sabem escutar a música que a mim tanto me diz... A roupa que vestem, despe-os e s livros que dizem ter lido (e até os podem ter aberto e folhado) são livros, naquelas mãos, por ler.

Depois, á mínima desgraça, parece que o mundo lhes cai na cabeça. Que já não são e não sabem ser nada (e alguma vez o souberam?). Desistem, dizem eles. Param ali. Não procuram, não avançam, não utilizam nem querem saber como utilizar o que de melhor temos em todo o corpo. E não, não é uma cara bonita nem um corpo escultural. Não é isso que os define. Nem a eles, nem a ninguém. O que têm de melhor é que os define a eles, sem que eles tenham consciência disso.

E depois há malucos como Fernando Pessoa, José Mário Branco, Friedrich Nietzsche, Frédéric Chopin e outros iguais a estes, (que parecendo que não já são muito),que têm a visão desta porra mais bonita que há: a verdadeira.

São 2:30 a.m. e está a chover.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Monochrome


Eu posso tentar, mas é tudo o mesmo ciclo. Não leva a nada. Perdi dignidade, a cor do meu rosto, a minha aparência. Estou cansada. (Não te preocupes, estou a trabalhar e levar isto de um modo razoavelmente bem.)
Arrumo uns livros na estante, tiro umas coisas que já não uso e estou a pensar em dá-las a alguém que precise. Talvez compre um piano. Depois posso aprender a tocar. Era como uma nova cor. Não sei se vou gostar, mas tu gostas não é? E, afinal, eu adoro melodias em piano.

Isto está tão
monocromático. As paredes, os livros, o quarto. Esta casa e estes dias.
Continuo muito cansada. Tenho saído com amigos que se preocupam. Tenho tido jantares e festas. Mas n o meio disso também há muito silêncio.

Há muita monotonia. Estou a pensar em quebrar a rotina.