Não pensei voltar tão cedo a isto. E agora, por outro sofrimento, por outro relacionamento, por outra pessoa.
Contos de fadas não duram para sempre, histórias reais também não. Custa sempre ver partir. Custa sempre ter de ouvir todo o amor convertido em ódio; as palavras queimam o coração, entopem os ouvidos, vidram os olhos, bloqueiam a mente.
Os esforços sempre feitos para que houvesse sempre uma solução alternativa, para que o sofrimento maior que o do momento, que nada é ao lado daquilo que se pode (não) ter, foram, aos meus olhos agora, em vão.
A confiança depositada, a amizade alimentada, o amor que foi plantado, regado e cuidado quase todos os dias como que fosse uma planta de extrema delicadeza, os momentos do quais me privei só para que não te sentisses magoado, só para não te faltar ao respeito e para que te sentisses bem e acima de tudo amado, de nada servem agora.
De que servem as boas memórias se a memória só nos deixa lembrar aquilo que deixa?
Custa-me mais agora do que alguma vez me custou perder alguém, apesar de já não ser novata no assunto. Custa-me agora ter tanta raiva, tanto ódio e tanto amor.
This thing hurts like hell.
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