domingo, outubro 25, 2009

Olha! O caos!

Olho para isto e dá-me pena. Tenho vergonha das pessoas que vejo na rua. Sim, vergonha. São fúteis, convencidas, cegas. Olham para isto e vêm no mundo o seu sonho cor-de-rosa. O(a) namorado(a) prefeito(a); a liberdade que tanto desejaram; a beleza que tanto queriam. Mas mal sabem eles que as pessoas são tudo menos perfeitas; mal sabem eles que neste mundo, deste modo, coisa que não há é liberdade; nem eles imaginam que a beleza está no simples e não no complexo e variado.

Falam da música que ouvem, da roupa que vestem, dos livros que leram, quando nem sequer sabem escutar a música que a mim tanto me diz... A roupa que vestem, despe-os e s livros que dizem ter lido (e até os podem ter aberto e folhado) são livros, naquelas mãos, por ler.

Depois, á mínima desgraça, parece que o mundo lhes cai na cabeça. Que já não são e não sabem ser nada (e alguma vez o souberam?). Desistem, dizem eles. Param ali. Não procuram, não avançam, não utilizam nem querem saber como utilizar o que de melhor temos em todo o corpo. E não, não é uma cara bonita nem um corpo escultural. Não é isso que os define. Nem a eles, nem a ninguém. O que têm de melhor é que os define a eles, sem que eles tenham consciência disso.

E depois há malucos como Fernando Pessoa, José Mário Branco, Friedrich Nietzsche, Frédéric Chopin e outros iguais a estes, (que parecendo que não já são muito),que têm a visão desta porra mais bonita que há: a verdadeira.

São 2:30 a.m. e está a chover.

1 comentário:

  1. Eu tenho muito orgulho em ter a discografia toda do senhor. :D
    Já agora, gostei do texto Ritinha. (:

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