domingo, novembro 29, 2009

Noite.

É bastante notório este inchaço na parte inferior da minha vista. As causas são mais relativas. Não se deve só à falta de sono mas também ao imenso cloreto de sódio que por aí passa, sem sentido, intenção, compreensão. Mergulhei, rápida e directamente, num mar de confusão, um mar escuro com alternância de correntes gélidas e umas mais quentes, mas ainda assim frias.
Estou, agora, sem motivos de avançar ou ficar. Continuo a olhar para o espelho, e há horas que estou assim, e não consigo ver nada. Não consigo interpretar nada nesta transparência a não ser a ausência.
Tudo o que antes considerava belo, agora perde beleza, torna-se monótono e encaixa-se no ordinário. Não me diz nada.

Isto está, temporariamente, sem solução. Eu estou, temporariamente, num estado sem definição.

quarta-feira, novembro 25, 2009

The Meadow

Sufoca-me esta atmosfera envolta na fragrância que me é característica, este ar quente, a escuridão lá fora e o contraste que é feito pela vasta iluminação cá dentro. Contrasta também comigo. (A escuridão dentro e a luz fora.)

Apetece-me sair daqui. Chorar e correr. Ir para onde não haja ninguém que me pergunte se estou bem quando é TÃO óbvio que não o estou. Quero que a apatia se desintegre por completo. Quero o meu corpo de volta, a minha alma, o meu sorriso. Não quero este choro soluçante que me turva a vista e raios! Como doí!

Deixem-me. Deixem-me a mim, ás minhas melodias, a minha apatia insignificante para vós.
Não me obriguem a fingir. Por favor, deixem-me!