domingo, novembro 29, 2009

Noite.

É bastante notório este inchaço na parte inferior da minha vista. As causas são mais relativas. Não se deve só à falta de sono mas também ao imenso cloreto de sódio que por aí passa, sem sentido, intenção, compreensão. Mergulhei, rápida e directamente, num mar de confusão, um mar escuro com alternância de correntes gélidas e umas mais quentes, mas ainda assim frias.
Estou, agora, sem motivos de avançar ou ficar. Continuo a olhar para o espelho, e há horas que estou assim, e não consigo ver nada. Não consigo interpretar nada nesta transparência a não ser a ausência.
Tudo o que antes considerava belo, agora perde beleza, torna-se monótono e encaixa-se no ordinário. Não me diz nada.

Isto está, temporariamente, sem solução. Eu estou, temporariamente, num estado sem definição.

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